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[ARTIGO] Controle homeopático das crises convulsivas

Atualizado: Out 26

Estudo retrospectivo de pacientes que apresentavam crises convulsivas atendidos com homeopatia no ambulatório de neurologia do Departamento de Homeopatia do HUGG-UNIRIO.


Introdução

Crise convulsiva consiste em episódio de disfunção cerebral paroxística devido a descarga neuronal súbita, desordenada e excessiva. Um dos modelos de classificação baseia-se em aspectos clínicos, etiologia, localização anatómica de origem, tendência a disseminação a outras estruturas cerebrais e padrões temporais.


Objetivos

Estudo retrospectivo de pacientes que apresentavam crises convulsivas atendidos com homeopatia no ambulatório de neurologia do Departamento de Homeopatia do HUGGUNIRIO. Demonstrar a escolha do medicamento homeopático por semelhança através do raciocínio fisiopatológico, considerando a constituição e fatores ambientais.


Métodos

Estudo de coorte retrospectivo realizado no ambulatório, no período de junho de 1997 a junho de 2010. Dos 488 pacientes atendidos, foram selecionados 47 pacientes que apresentavam crises convulsivas e obtiveram pelo menos uma consulta de retorno.


Resultados

57,5% dos casos foram do sexo masculino. 63,8% das crises foram tônicoclônicas. Maior incidência na infância (38,3%) e adolescência (31,9%). No acompanhamento dos pacientes selecionados, em um período de pelo menos um ano, houve agravação da frequência das crises em 8,5%, manutenção em 32% e redução em 59,5% (pelo menos metade da frequência anterior), destes, 25,5% mantiveram-se assintomáticos. 87,3% do total de pacientes estavam em uso concomitante de anticonvulsivantes convencionais: 12,2% reduziram e 17,1% retiraram totalmente o medicamento convencional. Os medicamentos homeopáticos mais utilizados foram Nux vomica, Hyoscyamus, Cicuta virosa e Thebaicum.


Discussão

Considerando a semelhança por fisiopatologia Nux vomica e Hyoscyamus foram utilizados, respectivamente devido à contenção da irritabilidade cortical e a atividade súbita e intensa associada a agressividade; Cicuta virosa e Thebaicum aparecem nessa série tratando epilepsia do lobo temporal, contemplando diferentes nuances clínicas.


Conclusão

Na maioria dos casos foi possível uma modificação no curso das crises convulsivas, selecionando o medicamento homeopático, semelhante à fisiopatologia, associado ao anticonvulsivante convencional já instituído anteriormente. Incentivo a estudos mais aprofundados são necessários para melhor abrangência terapêutica com essa técnica.


Confira a publicação na Revista de Homeopatia:


http://www.aph.org.br/revista/index.php/aph/article/view/139



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